Folha de papel rosa pautada, com desenho de uma máquina de escrever laranja ao centro. Há na máquina um papel com um lápis e uma pena desenhados. Ao alto, esctito Writing em azul

Webwriting: 25 Dicas de Escrita pra Web

Olá pessoal de SEO! Confira 25 dicas de escrita pra web: como escrever com foco em SEO, legibilidade e acessibilidade: bom para Google e usuário.

Por diversas vezes, ensinei pessoas que trabalham comigo sobre algumas dicas para escrever para web (ou até mesmo revisar texto escrito por outras pessoas) com foco em SEO, legibilidade (melhor leitura) e acessibilidade, mas percebi que nunca havia compartilhado aqui no Blog.

As dicas de escrita que listo neste artigo são simples de colocar em prática e que, quanto mais praticar – seja escrevendo seu próprio texto ou revisando texto escrito por outra pessoa – melhor você se desenvolve, ficando cada vez mais fácil identificar textos que precisam de ajustes. E, quando me refiro a texto, pode ser desde textos de pequenas descrições ou artigos de centenas (ou mais de mil) palavras.

Escrever para Internet: 5 técnicas por trás da escrita Web

Antes de tudo, quero listar aqui 5 técnicas para escrita de textos para você que deseja se aprofundar mais em redação para a Internet (conhece mais alguma além dessas 5? Deixe seu comentário!).

Segue um breve resumo para cada uma dessas técnicas para você redigir textos melhores, conforme seu objetivo na empresa em que atua ou em seu próprio negócio:

  1. Webwriting/Readability: segue descrição da Wikipedia para legibilidade: facilidade com que um leitor pode compreender um texto escrito. Na linguagem natural, a legibilidade do texto depende de seu conteúdo (a complexidade de seu vocabulário e sintaxe) e de sua apresentação (como aspectos tipográficos como tamanho da fonte, altura da linha, espaçamento de caracteres e comprimento da linha). Fonte: Readability – Wikipedia.
  2. Copywriting: ato ou ocupação de escrever um texto para fins de publicidade ou outras formas de marketing. O produto, chamado de copy ou cópia de venda, é um conteúdo escrito que visa aumentar o conhecimento da marca e, por fim, persuadir uma pessoa ou grupo a realizar uma ação específica. Fonte: Copywriting – Wikipedia.
  3. UX Writing: o texto para interface, que são as telinhas de aplicativo e sites em geral, também é conhecido como UX Writing, e diz muito sobre sua marca e produto. São as palavras que habitam as telas que dão suporte ao design, ajudam a guiar o usuário, facilitam a tomada de ação e destacam a personalidade e o tom de voz da marca. Fonte: UX Writing por Cris Luckner.
  4. Storytelling: uma das principais tendências estratégicas de marketing no momento pois estórias exercem uma atração natural no cérebro humano, funcionando como um excelente antídoto contra a escassez de atenção, tão característica da era digital. A experiência humana é construída por meio de estórias: o cotidiano, a cultura, o pensamento. Fonte: Storytelling por Martha Gabriel.
  5. SEO: os resultados da pesquisa devem ajudar as pessoas. Os resultados da pesquisa devem fornecer informações confiáveis ​​e autorizadas, não desviar as pessoas com conteúdo enganoso. Os resultados da pesquisa devem permitir que as pessoas encontrem o que procuram. Fonte: Google Search Quality – General Guidelines. Portanto, para as pessoas encontrarem o que procuram em seu site, você deve falar a língua do usuário, usar as palavras e termos que as pessoas buscam.

Este artigo foca em 25 dicas de escrita que fazem parte de webwriting (legibilidade), UX Writing (acessibilidade) e SEO que utilizo no dia a dia, principalmente em textos de artigos com abordagem mais topo e meio do funil de vendas (ou seja, conteúdos ainda sem foco puramente comercial). Conhecimento adquirido a partir de sites da web, livros e cursos realizados.

Como copywriting tem foco em escrita muito mais direcionada para vendas, é mais encontrável em textos de abordagem de final de funil (por exemplo: landing pages de vendas, captação de leads, textos de e-mail marketing). Eu não gosto de algumas abordagens realizadas em copywriting com objetivo de conseguir vender a todo custo – mas é opinião pessoal, que pode ser diferente da sua opinião. Prefiro sempre a transparência com o usuário.

Importante! Nunca se esqueça ao redigir para Web

Se um negócio não é encontrado no Google, ele não existe.

Ninguém compra o que não entende.

Guarde bem as frases acima em sua mente ao redigir/conferir textos. É muito fácil se esquecer desses dois lembretes ao escrever, mas são importantes (seja para escrita de textos longos ou pequenas descrições).

A primeira frase eu criei e, a meu ver, se ao buscar por um serviço ou produto no Google e não achar na 1ª página… 2ª ou até mesmo na 3ª página de resultados da pesquisa, e se eu nunca ouviu falar da sua empresa, vou concluir a pesquisa Google em outro site concorrente – sem saber que seu negócio existe.

A segunda frase eu ouvi numa palestra de Copywriting e, para mim, faz total sentido. Quando eu estou na dúvida se devo ou não comprar um produto, e o vendedor não sabe explicar direito… a chance de eu desistir da compra é alta, afinal, quero ter certeza de ser um bom negócio antes de gastar.

Agora sim, vamos às dicas!

25 Dicas de escrita para começar a usar já!

1 a 12 – SEO: Textos com palavras-chave

Em meu ponto de vista, SEO é dividido em duas frentes: SEO para conteúdo e SEO técnico. Alguns profissionais possuem mais facilidade com produção de conteúdo (que é fundamental para garantirmos que Google encontrará respostas em nosso site conforme a busca do usuário) e outros com parte mais técnica que, a meu ver, garante que o site não irá “sumir” dos resultados de pesquisa (ou seja, da SERP) quando há alterações estruturais no site ou se lançada alguma nova atualização do algoritmo pelo Google.

Talvez você já sabe, mas não custa lembrar: nada de conteúdo duplicado de outros sites, ok? Conteúdo bom pra SEO é conteúdo autêntico. E, no caso de menções a outros sites/autores, adicionar a fonte.

A seguir, 12 tópicos de SEO para conteúdo texto:

1 – Utilize palavras-chave importantes no título

A palavra-chave principal, ou seja, aquela com maior volume de buscas que você deseja focar, precisa estar no título do artigo.

É muito provável que o título será a marcação H1 (heading tag principal) do seu artigo, portanto a palavra-chave deve estar no título.

Além disso, dependendo da ferramenta que estiver usando (por exemplo, algum CMS – Content Management System, ou sistema gerenciador de conteúdo), a URL do artigo (ou da página) e o conteúdo da tag HTML meta-title (ou seja, o título exibido na SERP) podem ser gerados de forma automática a partir do título. Desta forma, você garante que a palavra-chave alvo será aplicada em H1, tag meta-title e na URL.

Por fim… coloque a palavra-chave principal no começo do título, sempre que possível. Além das pessoas lerem da esquerda pra direita e, por isso, será a 1ª coisa a ser lida no título de sua página nos resultados Google, se seu título ficar um pouco longo (+70 caracteres), você garante que a palavra-chave principal não será cortada na exibição da SERP.

2 – Explore sinônimos da palavra-chave principal

Dependendo do tema do conteúdo, podem existir várias palavras-chave aplicáveis. Por exemplo, um clássico brasileiro: se seu texto for receita com mandioca… qual palavra-chave principal irá usar? Mandioca, macaxeira, aipim…?

Se é um conteúdo para atração de tráfego nacional (ou seja, não é conteúdo focado para alguma região específica), costumo consultar qual volume de buscas para cada uma das palavras e suas variações em cauda-longa, para determinar qual palavra-chave será a principal para destacar no título e principais locais (tópico 1 acima).

Mas… e as demais variações, os sinônimos? Utilize dentro do seu texto! Desta forma, você mantém o contexto dentro de todas as formas possíveis de escrita, atendendo todas as variações de busca, até mesmo aquelas buscas com menor volume.

3 – Evite pronomes e omissão de palavras

Pode parecer que não, mas é possível escrever um texto longo inteiro com quase nada de palavras importantes para o tema abordado.

Leia também:  Google Web Light em Imagens

Ou seja, o termo de busca principal aparece no começo e depois o texto se torna uma sequência de repetição de pronomes (esse, aquele, esta…). Pronome nada diz ao Google, usuário não busca pronome, busca palavra-chave!

Veja este exemplo com pronomes e omissão de termos:

SEO é a arte de otimizar sites para melhor posicionamento orgânico nos resultados de pesquisa Google. Elaé fundamental para atrair tráfego gratuito para seu site e, quando você a aplica seguindo as diretrizes, mais usuários oencontrarão.

SEO é a arte de otimizar sites para melhor posicionamento orgânico nos resultados de pesquisa Google. A otimização para motores de buscaé fundamental para atrair tráfego gratuito para seu site e, quando você aplica as técnicas de SEOseguindo as diretrizes para webmasters do Google, mais usuários encontrarão seu site e seus produtos.

Perceba que:

  • Mais palavras foram inseridas;
  • Não foram repetidos os mesmos termos (ou seja, não contém uso forçado e repetitivo das mesmas palavras, que é ruim para leitura);
  • Ajuda a expor melhor qual o contexto geral do seu texto, podendo ser exibido nos resultados de pesquisa Google para uma variedade maior de buscas sobre o assunto.

Você poderá dizer que o texto se torna longo e que usuário não gosta de ler textos longos. Porém, textos curtos demais não ajudam em SEO. Textos mais longos permitem que seu conteúdo seja exibido na SERP para diferentes termos de busca.

(Inclusive, este artigo possui mais de 4 mil palavras. Poderia dividir em até 4 artigos, mas pretendo testar o quanto este artigo irá atrair de tráfego para um número mais diversificado de buscas)

Se seu conteúdo for consistente e com profundidade, poderá segurar a atenção do usuário. Para atender as pessoas que realizam “leitura dinâmica”, as dicas de leitura deste artigo irão ajudar para esse perfil de usuário que quer ir direto ao ponto que interessa.

4 – Liste palavras obrigatórias sobre o contexto geral do tema

Tópico complementar ao anterior – quando estiver revisando pronomes e omissões de palavras para preencher sua escrita, utilize termos do contexto geral do assunto abordado.

Exemplo: se o objetivo do artigo é abordar algum tema para categoria “carreira” de um blog, espero encontrar nesse texto palavras como carreira, mercado de trabalho, oportunidades de emprego, vagas, experiência profissional.

Elabore uma “cesta de palavras-chave” para a categoria/tema central de seu conteúdo para não esquecer de utilizar uma boa parte das palavras de sua “cesta”. Quando reviso artigo elaborado por outra pessoa, antes mesmo de começar a ler, a primeira coisa que faço é utilizar o comando “Localizar” em busca de palavras da cesta.

Certa vez, lembro-me que fui revisar um artigo sobre chuteiras e, ao tentar localizar “futebol”, não foi localizada essa palavra no texto. Por isso, acredite: é possível escrever um artigo inteiro sem mencionar palavras que parecem, a princípio, óbvias.

5 – Evite escrever na 1ª pessoa do plural

Lembra da dica pra evitar usar pronome? Vale aqui neste tópico também. Utilize termos de busca branded, ou seja, com menção de marca, em vez de escrever na 1ª pessoa do plural.

Suponha que sua marca chama XPTO e vende cursos de SEO, por exemplo:

  • Aproveite nossa promoção de cursos de SEO!
  • Aproveite a promoção XPTO de cursos de SEO!
  • Aproveite a promoção de cursos de SEO XPTO!

6 – Use listas, tabelas e tópicos sempre que possível

Além de facilitar a leitura do usuário, você poderá ter seu texto exibido na posição zero do Google ao utilizar listas, tabelas e estrutura de tópicos (bullet points) em seu conteúdo.

Print de resultado em destaque da posição zero do Google com lista de 10 tópicos sobre viagem

Utilizar numeração, como este artigo (25 dicas…. 10 motivos…., etc), atrai atenção do usuário para conferir, pois já sabe antes mesmo de entrar em seu conteúdo que irá encontrar X número de tópicos para ler. Ou seja, poderá contribuir para melhorar seu CTR.

Por fim, 3º motivo para usar listas, tabelas e tópicos na escrita: facilita leitura. Imagine ler essas 25 dicas em texto corrido, sem dividir em tópicos – seria muito mais difícil para você ir direto ao tópico de maior interesse (e é possível ter índice lá no início).

7 – Utilize imagem destaque do artigo que faça parte do contexto

Procure sempre utilizar imagens com relação direta ao seu artigo – se for possível uma imagem que já dê uma “introdução” ao tema, melhor ainda (observe a imagem de destaque deste artigo, já passa a mensagem que a arte está inserida em um texto sobre escrita).

A imagem será exibida nos resultados de pesquisa Google Imagens, e se for muito abstrata em relação ao tema (por exemplo: texto sobre carreira e a imagem destaque é uma mulher sorrindo), dificulta atrair atenção (e clique) do usuário para seu artigo.

Quanto mais texto em volta da imagem relacionado ao conteúdo da imagem, melhor para posicionar nos resultados do Google Imagens (assim como utilizar nome do arquivo com palavras-chave e sempre preencher com descrição no atributo ALT da tag <img> do HTML). Porém, o correto a se escrever no atributo ALT é colocar a descrição real da foto/arte, para que pessoas que utilizam leitores de tela possam compreender a imagem.

Ou seja, considerando o exemplo mencionado de artigo sobre carreira com imagem de mulher sorrindo, o ALT da imagem será descrição da mulher. Procure utilizar sempre imagens menos abstratas e mais diretamente relacionadas ao tema do texto para atrair tráfego por Google Imagens para o tema abordado.

E lembre-se: nada de imagens pesadas, sempre comprima (ao final, há sugestão de ferramenta para compressão) e/ou exporte a imagem pra Web em seu editor de imagens, para garantir menor tamanho em bytes possível (mantendo a qualidade da imagem, claro) e, assim, não prejudicar a velocidade de carregamento da página.

8 – Tenha cuidado com vídeos incorporados no texto

Esse tópico não envolve dica de escrita, mas orientação para você que deseja inserir vídeo no meio de seu texto. Assim como imagens ajudam a trazer tráfego SEO por Google Imagens, os vídeos também são uma maneira de atrair tráfego de pesquisa em vídeo.

Se intuito é “embedar” (incorporar) vídeos de players externos, como vídeo do YouTube, cuidado com inserção de vídeos de canais de terceiros, ou seja, vídeos que não estão no canal da sua empresa, do seu negócio.

Há 2 razões para esse cuidado com embed vídeos:

  1. O dono do canal pode remover o vídeo a qualquer momento e será uma experiência ruim ao seu usuário, que encontrará um vídeo que não existe mais dentro do seu artigo (dependendo do volume de conteúdos que tiver, você não vai visitar seus artigos com frequência pra conferir se tem vídeo quebrado a ser removido);
  2. Anúncios de concorrentes: o vídeo que você inseriu pode ser de um canal do YouTube “inofensivo” para sua marca, mas se o dono do canal exibe anúncios dentro dos vídeos, há chance do usuário ser impactado por anúncio da concorrência dentro do site da sua marca.

Portanto, sempre que possível, incorpore vídeos que estejam sob seu controle dentro de seus artigos, como vídeos hospedados em um canal próprio do YouTube.

9 – Evite fontes não-nativas

Ao utilizar fontes não nativas, sendo necessário o site fazer requisição da fonte carregar na máquina/dispositivo do usuário, é mais um recurso externo a ser carregado que pode influenciar em velocidade de carregamento.

Por isso, se algum recurso pode ser eliminado para ajudar o site a ser mais veloz, tem que ser eliminado. Site lento prejudica em SEO e na experiência do usuário, que não tem paciência para esperar um site carregar.

Lembre-se: é melhor um site em Arial que carrega rápido do que site com fonte exótica que ninguém espera carregar. Usuário sairá do seu site para ir ao site do concorrente.

Importante também não manter uso da fonte em texto dentro de imagem (para evitar carregar a fonte). Além da imagem também ser recurso externo a ser carregado, texto dentro de imagem não ajuda em SEO.

Leia também:  Resultados Mobile de Imagens com Microdados e AMP

10 – Adicione linkagem interna

Sempre que houver em seu site algum conteúdo complementar que faça sentido ser sugerido no seu artigo, adicione um link para esse conteúdo utilizando palavras-chave no texto-âncora, ou seja, no texto do link. Esqueça “saiba mais”, “clique aqui” – é importante para SEO a relação entre texto do link e destino do link.

Exemplo: Velocidade como fator de ranking mobile no Google

11 – Não esqueça da chamada para ação

Essa dica talvez seja até relacionada mais a copywriting do que SEO, mas todo mundo que atrai tráfego orgânico do Google deve ter um objetivo maior como vender um produto, captar o lead (contato do usuário) para ações de e-mail Marketing / Inbound Marketing ou, pelo menos, querer que o usuário conheça mais conteúdos elaborados por você – afinal, quanto mais você reter o usuário navegando em seu site, menor será sua taxa de rejeição (ou bounce rate).

Você teve todo esforço de elaborar o conteúdo seguindo as melhores práticas, conseguiu posicionar seu texto nos resultados orgânicos do Google, atraiu tráfego orgânico… e deixou usuário ir embora depois de ler seu texto?

Por isso, não se esqueça de incluir chamadas para ação (CTA – call-to-action), principalmente quando houver oportunidade para sugestão no meio do texto, e sempre ao final: usuário terminou de ler seu conteúdo? Que tal sugerir artigos relacionados, e-book para download ou lembrá-lo que você vende algum produto que pode ser do interesse do leitor?

A dica principal neste tópico é: não use links em “saiba mais“, ou “clique aqui“. Utilize sempre texto-âncora com palavras-chave relacionadas ao link destino, relacionadas à página destino. Conforme tópico anterior, é importante a relação entre texto do link e destino do link.

12 – Organize seu texto em títulos e subtítulos com palavras-chave

Além de facilitar para o usuário ir direto ao ponto que interessa, você mantem seu texto organizado em hierarquia ao implementar as heading tags corretas conforme ordem de importância, sempre utilizando palavras-chave em seus títulos e subtítulos.

Este artigo é um exemplo – há títulos e subtítulos seguindo hierarquia <h1>, <h2>, <h3>, <h4> (além de estrutura de introdução, corpo, conclusão).

Organizar hierarquia de seu texto com heading tags ajudará também usuários que dependem de leitores de tela (acessibilidade).

13 a 17 – Legibilidade: garanta melhor leitura de seus textos

As dicas de escrita a seguir não se aplicam apenas a textos como artigos, e-books. Utilize também dentro de e-mails e facilite a leitura completa da sua mensagem pelo destinatário!

Utilizar listas, tópicos (bullet points) e tabelas são recomendados para facilitar a leitura, mas como também podem ser úteis para posição zero de SEO, essa dica já foi mencionada no tópico 6.

13 – Utilize fontes sem-serifa

Antes de tudo… o que é serifa? Serifa é o “tracinho” que algumas fontes possuem nas extremidades das letras.

Para Web, recomenda-se fonte sem serifa para melhor leitura, como a fonte deste artigo que você está lendo. Exemplos de fontes nativas sem serifa: Arial, Verdana.

As fontes com serifa (ou serifadas) são recomendadas para leitura impressa (como Times New Roman).

Se quiser saber mais sobre fontes com e sem serifa, confira o artigo FONTES – Com Serifa e sem Serifa de Junior Alves.

14 – Evite palavras com muitas sílabas

Palavras com muitas sílabas são mais difíceis de ler, portanto é melhor até mesmo dividir em duas palavras curtas do que uma única palavra longa para ler. Ou ainda, alguma variação em uma palavra única de menos sílabas por exemplo:

  • Aprenda um novo idioma rapidamente
  • Aprenda rápido um novo idioma

15 – Evite blocos densos de texto: divida em menores parágrafos

Quando você se depara com um parágrafo gigante (um bloco denso de texto) para ler, qual seu sentimento? Desânimo ou entusiasmo? Bem provável que desânimo.

Exemplo: é melhor 4 blocos de 3 linhas com respiro entre eles (área em branco entre parágrafos) do que 1 bloco de 12 linhas seguidas.

Lembrando que isso pode variar conforme resolução de tela do usuário, importante manter equilíbrio entre desktop e mobile. Considero texto em desktop para a divisão de blocos de texto (se considerar mobile, você terá parágrafos de uma linha só, ou seja uma frase).

16 – Coloque termos principais em negrito

Lembra do usuário de leitura dinâmica? Facilite a leitura dos usuários que não possuem tempo ou paciência para ler todo o texto. Além do uso de listas e tópicos do item 6 e do uso de títulos e subtítulos mencionado no item 12, colocar elementos principais (essenciais da mensagem) em negrito dentro de seu texto pode ajudar, mas sem exageros.

Se o usuário ler apenas os títulos, subtítulos e palavras em negrito, será capaz de captar a mensagem principal do seu texto.

17 – Alinhe o texto à esquerda

Este tópico pode até parecer óbvio, mas pode acontecer de texto ser alinhado à direita sem a percepção de ser ruim para leitura.

Nós lemos da esquerda para direita, de cima pra baixo, não o inverso. Portanto, quebrar a hierarquia visual com alinhamento diferente é dificultar a leitura do usuário.

Se não estiver escrevendo em alguma língua que é lida pelo lado oposto (da direita pra esquerda), melhor não inventar nenhuma ordem fora do padrão.

18 a 25 – Acessibilidade: facilite a compreensão da sua mensagem

Antes de tudo, importante ter em mente que acessibilidade não significa apenas atender as necessidades de pessoas com deficiência. Alguns exemplos em que acessibilidade se enquadra:

  • Pessoas com deficiência (seja permanente ou temporária, motora ou cognitiva);
  • Pessoas idosas (que não conviveram com tecnologias desde cedo);
  • Pessoas com menor grau de instrução acadêmica (ou até mesmo que não dominam o tema abordado no conteúdo).

18 – Não utilize vocabulário interno da sua empresa

Tive dúvidas se este tópico se enquadrava como SEO ou acessibilidade… e é o tipo de problema que pode ser mais recorrente em empresas do que você pode imaginar.

Acredito que este tópico (assim como tópicos 19, 20 e 21) se enquadra como UX Writing e, como aprendi um pouco de acessibilidade quando estudei UX Writing, talvez faça sentido estar aqui.

Imagine o seguinte caso: por razões estratégicas de Marketing (ou até mesmo para facilitar, no dia a dia de trabalho, a conversa entre os funcionários), sua empresa criou nomes e siglas específicas para alguns produtos, serviços ou funcionalidades.

Porém, só sabem o que significam esses termos e siglas as pessoas que trabalham na empresa. Ou seja, não faz sentido utilizar esse vocabulário interno em textos públicos ou até mesmo na descrição de produtos em seu site.

(Observação: por outro lado, se seu produto é identificado com nome/sigla próprio conhecidos pelos clientes, que irão buscar no Google por esse vocabulário, é óbvio que é necessário usar em seu site).

O cuidado abordado neste tópico é evitar uso de vocabulário específico dos colaboradores de sua empresa, que deveria ser usado apenas dentro do ambiente de trabalho. Qualquer pessoa de fora não vai entender a mensagem se houver alguma palavra desconhecida.

Lembre-se da frase lá do início: ninguém compra o que não entende.

19 – Evite utilizar termos muito técnicos (exceto se aplicável)

Se sua persona (ou seja, de forma resumida, seu público-alvo) não for alguém de perfil mais técnico, evite utilizar termos técnicos demais em textos com finalidade mais comercial.

É óbvio que faz sentido se houver alguma literatura mais técnica a oferecer ao usuário (como manuais, artigos científicos). Do contrário, se o termo técnico gerar mais dúvida do que resolver o problema que o usuário está buscando uma solução, evite.

Lembre-se da frase lá do início: ninguém compra o que não entende.

20 – Evite escrever com palavras de outro idioma

Dependendo do nicho da empresa, este tópico também precisa de muito cuidado. Não é porque você e seus colegas de trabalho utilizam termos em inglês, por exemplo, para algum produto, serviço ou funcionalidade, que seu cliente também fala da mesma forma – se seu público-alvo não for composto por pessoas que falam outro idioma e não utilizam em seu dia a dia, não faz sentido adotar termos em outras línguas.

Leia também:  Ideias de Estilo no Google Imagens

Exemplo de duas experiências que já tive, para ilustrar:

  • Loja virtual vendendo camiseta como “t-shirt“:
    • Objetivo: vender camisetas apenas dentro do país, ou seja, somente para brasileiros;
    • Volume de busca Google para “camiseta” é muito maior do que para “t-shirt“;
    • Conclusão: faz sentido chamar o produto com seu nome certo em português, que maioria se refere assim no Brasil, ou em inglês? Em português, é claro.
  • Teste de habilidades mencionado como “assessment“:
    • Todo mundo sabe o que é “assessment” no Brasil, é uma palavra super popular por aqui? Não.

Portanto, usar outro idioma quando seu cliente se refere ao termo no dia a dia na língua portuguesa, é problema tanto de usabilidade/acessibilidade (compreensão da mensagem) quanto de SEO, porque seu site não terá a palavra-chave ideal, sendo mais difícil retornar numa pesquisa Google realizada em português.

Porém, pode existir exceção: se é comum em seu nicho de trabalho alguma palavra em inglês (muitas vezes sem tradução literal em português), faz sentido adotar a palavra-chave mais usada. Exemplo: palavra feedback em textos da área de Recursos Humanos.

Lembre-se da frase lá do início: ninguém compra o que não entende.

21 – Evite palavras muito formais ou rebuscadas

Você decidiu redigir um texto super formal, rebuscado, para expor todo seu conhecimento de palavras formais da língua portuguesa.

Seu cliente também sabe o significado de todas essas palavras formais? Se fizer sentido para seu público-alvo e para a mensagem que você deseja passar, OK – você é quem conhece melhor seu cliente (exemplo: artigo científico para ser lido pela comunidade acadêmica). Do contrário, cuidado com vocabulário rebuscado.

Pessoas com menor nível de instrução, deficiência cognitiva ou até mesmo pessoas surdas terão dificuldade em entender seu texto se possuir vocabulário que não é utilizado no dia a dia, que não é popular no cotidiano.

Muitas pessoas surdas têm dificuldade com a língua portuguesa em razão de Libras ser a 1ª língua aprendida e usada entre a comunidade surda (inclusive, é normal que ouvintes não saibam sobre isso, acreditando que surdos compreendem perfeitamente leitura do português – se é o seu caso, agora você já sabe que há essa dificuldade).

Cuidado também com uso de metáforas e com gírias locais (o que faz sentido na sua cidade ou estado, pode não fazer sentido do outro lado do país).

Portanto, facilite seu texto para que um número maior de pessoas compreenda a sua mensagem.

Lembre-se da frase lá do início: ninguém compra o que não entende.

22 – Evite utilizar “@” ou “x” para neutralizar gênero

É comum vermos palavras que identificam gênero feminino ou masculino terem as letras “a” ou “o” trocadas por consoantes ou símbolos, como no exemplo: “tod@s” ou “todxs”.

Embora haja intuito inclusivo, utilizar “@” ou “x” exclui pessoas que utilizam leitores de tela, já que essas palavras não existem na língua portuguesa para serem lidas pelos softwares de acessibilidade. Além disso, conforme tópico anterior, pessoas surdas têm dificuldades com português, portanto, utilizar consoantes e símbolos no lugar de vogais pode dificultar ainda mais.

É possível escrever um texto inteiro sem menção de gênero, sem tem que “adaptar” palavras, mas é necessário praticar. Exemplo:

Em vez de utilizar:

  • Obrigad@ pela sua atenção”

Que tal utilizar:

  • “A empresa XPTO agradece
  • “Agradecemos sua atenção”

23 – Utilize cores com maior contraste entre cor da fonte e do fundo

Bom senso (e teste em ferramentas apropriadas) é fundamental para escolher cor da fonte da escrita e cor do fundo de forma que qualquer pessoa (qualquer pessoa = pessoas com ou sem deficiência visual) seja capaz de ter uma boa leitura.

Já vi sites que utilizam letras em tom de cinza claro em fundo branco… faz sentido ter que contrair os olhos pra tentar ler? Portanto, se você quer que seu texto seja lido sem dificuldades, utilize cores de fonte e fundo que possuam maior contraste entre elas.

Ao final deste artigo, há sugestão de ferramenta para ajudar a conferir quais cores passam em teste de acessibilidade/contraste.

24 – Utilize fonte em tamanho legível e CAIXA ALTA com cautela

Além das cores do tópico 23, este é mais um tópico que envolve bom senso ao publicar texto na Web. Não faz sentido utilizar letras miúdas em texto que deve ser lido. Sabemos que alguns textos possuem fonte menor porque não há intuito de receberem foco e atenção principal do leitor, então a falta de destaque é intencional.

Porém, se é um texto que deve ser lido, é uma parte importante em seu site, utilize tamanho de fonte coerente.

O mesmo para texto caixa alta (em maiúsculo) – textos curtos, títulos e siglas muitas vezes pedem fonte em caixa alta, porque é até mesmo uma forma de diferenciar do texto restante e haver um destaque, porém textos longos e densos em maiúsculo não são agradáveis para leitura.

25 – ALT das imagens

Não se esqueça da descrição da imagem para a leitura realizada pelos softwares leitores de tela. Desta forma, usuários com algum tipo de deficiência visual ouvirão a descrição da sua foto.

Antigamente, eu costumava preencher o campo Alt com palavras-chave, focando apenas em SEO (inclusive, este Blog deve ter muita imagem antiga que precisa de ajuste no Alt), mas hoje sei que o importante é descrever a imagem por motivo de acessibilidade.

Exemplo: a imagem destaque deste artigo possui esta legenda Alt no HTML: Folha de papel rosa pautada, com desenho de uma máquina de escrever laranja ao centro. Há na máquina um papel com um lápis e uma pena desenhados. Ao alto, esctito Writing em azul.

Se houver vídeo embedado em seu texto, lembre-se também de ativar legendas.

Ferramentas úteis para testar sua escrita

Ao buscar por ferramentas que ajudam a validar legibilidade, é preciso cuidado porque muitas são de fora e funcionam apenas para idioma inglês. Algumas ferramentas úteis (e grátis) sobre os tópicos abordados:

Pesquisa de volume de palavras-chave: Ubersuggest

Pesquisa de termos cauda longa: AlsoAsked | Answer and Public

Legibilidade: SEO Writing Assistant da SEM Rush

Legibilidade do Microsoft Word: Estatísticas de legibilidade e nível do documento – abaixo, a pontuação deste artigo pelo Word – maioria das sugestões para remover os termos em inglês (Webwriting, UX Writing):

Imagem exemplo do validador de legibilidade do Microsoft Word

 

Legibilidade (para textos em inglês): Hemingway App

Legibilidade (para textos em inglês): Grammarly – tem versão free para desktop muito interessante, mas é uma pena não ter validação de outros idiomas, como português.

Compressor de imagem: TinyPNG

Contraste de cor: Colour Contrast Checker

Leitura complementar

Pontuação Flesch-Kincaid: Legibilidade de Flesch

Acessibilidade para escrita (em inglês): WebAIM: Writing Clearly and Simply

Conclusão

O tema escrita (ainda mais escrita pra Web) é muito mais amplo do que os tópicos abordados neste artigo, o que pode ser uma boa notícia para você que deseja se aprofundar no assunto.

Redação de textos pode envolver ainda desde palavras de transição recomendadas, questões de stotytelling não abordadas aqui, até calculadoras de legibilidade que, a partir de fórmulas matemáticas, determinam uma pontuação (do inglês, score) de facilidade de leitura de um texto.

Portanto, a autora que lhe escreve também tem ainda muito a aprender e os tópicos acima são um guia simples para seguir no dia a dia. Aperfeiçoar conhecimento é algo a ser feito aos poucos, sem ansiedades, processo de aprendizado contínuo, constante – ninguém começa já escrevendo um texto perfeito de primeira! Tenho certeza de que há artigos neste Blog que devem precisar de ajustes, mas importante é começar. 🙂

Por fim, frase atribuída ao publicitário David Ogilvy: “Comunicação não é o que você diz, mas o que o público entende.“.

Você tem alguma dica a mais de escrita para compartilhar? Deixe seu comentário!

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