Mitos e Verdades de SEO - Mitos por Gary Illyes

Mitos e Verdades de SEO por Googler Gary Illyes: Parte I

Olá pessoal de SEO! Confira neste artigo mitos e verdades de SEO comentados pelo próprio Googler Gary Illyes durante o evento Search Masters Brasil 2018.

Após um período sem evento específico sobre buscas na Web aqui no Brasil, o ano de 2018 representou a volta do Search Masters Brasil (SMB), evento realizado no mês de agosto em São Paulo, que contou com palestras sobre diversos aspectos de SEO e as ilustres presenças do ex-Googler Pedro Dias e do Googler Gary Illyes.

Gary Illyes trouxe para o Brasil um tema muito interessante – mitos e verdades de SEO – e nada melhor do que ouvir diretamente de um porta-voz do Google, não é mesmo? Confira abaixo e descubra o que funciona e o que não funciona quando o assunto é otimização de sites para posicionamento orgânico do Google!

Mitos de SEO – Cuidado com os Boatos

É importante corrigir todos os alertas de erro 404 exibidos no Google Search Console.

Antes de tudo, é necessário entender o que são erros 404: todos os servidores web podem retornar diferentes tipos de códigos de resposta HTTP quando uma requisição é recebida para uma determinada página. Quando a URL é localizada no servidor sem problemas, o código de status retornado é 200, que significa página encontrada com sucesso. Há diversos outros tipos de códigos, entre eles o código 404, que representa que a URL não foi localizada (página não existe).

Muitas vezes, os avisos da ferramenta Google Search Console (GSC) podem gerar preocupação sobre possível impacto no posicionamento orgânico do Google. Porém, você não precisa se preocupar com impacto em ranking se a ferramenta GSC listou vários erros 404 em seu site – todo webmaster tem o direito de não querer mais determinadas páginas e removê-las quando desejar. Uma vez que a página foi removida, o servidor web retornará código de status 404 a cada requisição – se a página não existe mais (e o bot do Google receber 404), simplesmente não faz mais sentido o Google manter a página no índice de resultados, portanto a URL será removida dos resultados orgânicos de pesquisa. Ou seja: se você deseja excluir definitivamente páginas de seu site, não se preocupe com restante do site, ele não será penalizado no Google por isso.

O problema aqui é se você não teve ciência da remoção de determinadas páginas e, nesse aspecto, vem a importância de sempre conferir os avisos do Google Search Console. Suponhamos que determinada página de seu site é uma relevante fonte de tráfego e, de repente, é exibida na lista de erros de rastreamento 404 do GSC – aqui sim há razão para se preocupar em identificar com a equipe de TI o motivo da remoção da página de seu site, pois essa URL será removida também do índice do Google (ou seja, fonte de tráfego perdida).

Quanto mais antigo o domínio, melhor para SEO.

Esse tópico pode gerar muita discussão em SEO, por isso é importante entender que puramente a frase acima é, de fato, um mito. Ou seja: não considerando o histórico de um domínio, apenas seu tempo de criação não terá influência em ranking orgânico de pesquisa.

As discusões surgem de profissionais que costumam analisar o tempo de um domínio como importante fator de ranking antes de comprá-lo de outro proprietário. A razão se deve em casos de domínios antigos que já tiveram um trabalho de SEO/conteúdo anterior que o tornaram um domínio de autoridade.

Porém, ter um domínio antigo sem conteúdo publicado ou com conteúdo irrelevante sem seguir as boas práticas da Web não significa que contribuirá para SEO apenas por ter sido criado há algum tempo. Também é preciso tomar cuidado ao comprar domínios antigos que podem ter histórico de penalização pelo Google.

TLD legado (.com…) tem maior sinal de autoridade do que novos TLD (.xyz…).

Segundo Gary Illyes, não importa qual TLD (Top-Level Domain) de seu site para posicionamento orgânico do Google, e esse tópico é interessante por vir de encontro com a liberação de novos TLD pelo ICANN.

Uma possibilidade para a procura maior de registros de domínios .com pode estar relacionada com o que os usuários já estão acostumados, principalmente os mais leigos, por ser o TLD mais comum desde que a Internet se tornou acessível e popular. Profissionais que atuam com websites têm conhecimento sobre composição de endereços de domínio, mas a maior parte dos usuários poderá estranhar sites com endereços diferentes do que sempre acessaram, causando até dúvida se deverão digitar .com.br ao final (no exemplo, para o Brasil).

Por outro lado, há a dúvida sobre efeito em SEO ao utilizar TLD com palavra-chave. Bill Hartzer escreveu em 2016 o artigo New gTLD’s Impact to Your Site’s Ranking para o site Search Engine Journal, expondo resultado de testes realizados com novos TLD – sem melhorias significativas, mas também sem perdas. Se você também trabalha com Google Adwords além de SEO, o artigo relata resultados dos novos TLD em campanhas de link patrocinado, vale a leitura.

Porém, estendendo o tópico para ccTLD (Country Code Top-Level Domain), ou seja, o .br ao final dos sites brasileiros (e outras letras para demais países), esse “sufixo” indica claramente ao Google a segmentação do site, ou seja, para qual país o seu site deverá retornar nos resultados do Google.

Se você pretende registrar um site com novo TLD, o Google possui serviço de registro de domínios, que inclusive liberou há pouco tempo TLD .app, confira Google Domains para saber mais.

Domínio com palavra-chave ajuda no ranking orgânico do Google.

Embora seja até comum encontrar alguns sites com palavra-chave no domínio, não é considerado fator de ranking. Porém, é importante que alguns pontos sejam levados em consideração ao escolher seu domínio:

  • Registre domínio fácil de lembrar e fácil de escrever – isso ajudará o usuário a fixar sua marca e buscar por ela no Google (buscas branded);
  • Palavras-chave na URL separadas por hífen são relevantes para SEO – não utilizar palavra-chave no domínio não significa que isenta a adoção dentro da arquitetura do site. É extremamente importante ter na URL termos de busca que melhor representam o conteúdo daquela página.

Há um limite mínimo e máximo de palavras recomendado para conteúdo.

Alguns profissionais de conteúdo divulgam na Internet estudos sobre quantidade ideal de palavras em textos para alcançar melhores resultados em SEO, porém números ideais ou limites para conteúdo não são informados oficialmente pelo Google.

Conteúdo longo pode atrair tráfego orgânico para um número maior de palavras-chave, já que é possível trabalhar mais termos de busca, porém o tamanho do conteúdo sozinho não é o suficiente para se atribuir como fator de ranking. Um site pode possuir longos textos, mas ter problemas que comprometem do ponto de vista de SEO. Ou ainda, um site pode ter textos mais resumidos, porém com foco em termos cauda-longa, alcançando bons posicionamentos nos resultados orgânicos.

Densidade ideal de palavra-chave pode ajudar a ranquear melhor o termo desejado.

Assim como o tópico anterior sobre quantidade de palavras em um texto, densidade de palavra-chave é algo que eventualmente aparece em algumas ferramentas de análise de SEO. Basicamente, consiste em repetir no conteúdo a palavra-chave para qual se deseja ranquear no Google. Alguns profissionais dizem existir um determinado número de vezes que o termo precisa constar no texto da página, mas não há uma regra comprovada, além de ser extremamente importante ter cuidado com esse tipo de estratégia – conteúdo que não soa natural para o usuário, mas que é desenvolvido com excesso de termos de buscas com objetivo único de ranking (chamado de “Keyword Stuffing”), é percebido pelo Google e o resultado poderá ser o inverso do planejado.

O ideal é trabalhar sinônimos para a palavra-chave principal de forma natural, ou seja, sempre ler o texto antes de sua publicação na Web com a visão de cliente/usuário. Se a leitura fluir bem sem estar de forma forçada ou repetida para determinadas palavras, então estará livre de riscos e com chance de atingir bons resultados no Google, mas sem se preocupar com “densidade”.

Google beneficia sites com web design responsivo.

Google recomenda que os sites tenham web design responsivo pelo fato de proporcionar uma boa experiência ao usuário independente da tela, esteja o usuário utilizando um computador desktop, tablet, smartphone ou ainda uma smart TV. Porém, não signfica que ter um site para desktop e outro para mobile estará em desvantagem no ranking orgânico em frente a um concorrente com layout responsivo.

O importante é garantir que seu site seja navegável em mobile com uma boa experiência de usuário, seja com design responsivo ou com versão desktop + versão mobile ou ainda com conteúdo adaptado dinamicamente. Um site terá seu tráfego SEO comprometido se não tiver versão mobile, porém não é um fator obrigatório que seja web design responsivo para ganhar pontos com o Google.

Google prefere subdomínios do que subdiretórios (ou vice-versa).

Esse tema é outro caso que gera muita discussão na comunidade de SEO. O Google não afirma o que é melhor ou pior do aspecto de SEO, apenas orienta que cada webmaster deve definir o que achar melhor na arquitetura de seu site.

Para entender melhor a diferença em adotar subdomínios ou subdiretórios, confira:

O que é Melhor: Subdomínio (blog.site) ou Subpasta (/blog)?

Ao migrar de HTTP para HTTPS, não há implicações na busca Google.

Mito e totalmente crítico se nada for feito! O protocolo HTTP faz parte da URL, portanto uma página da Web em HTTP é vista como outra página diferente em HTTPS. Isso significa que, se nada for feito ao migrar para HTTPS, ou resultará em dois sites duplicados no Google ou seu site perderá ranking gradativamente, de acordo como a mudança de protocolo foi realizada.

Para saber o que fazer em SEO ao implementar certificado SSL em seu site, confira:

Migração de Site: Mudar de HTTP para HTTPS

É melhor contratar um profissional de SEO / agência de SEO certificada pelo Google.

O Google não certifica profissionais e nem agências quanto à qualificação em SEO. As únicas certificações oficiais são relacionadas ao serviço de links patrocinados Google Adwords. O Google não certifica e nem oferece suporte sobre SEO.

Conclusão

Algum mito acima era para você uma verdade que lhe preocupava ao otimizar um site para o Google? Deixe seu comentário e confira a sequência sobre verdades de SEO declaradas por Gary Illyes no SMB 2018!

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